O Observatório FGS é um projeto de pesquisa tecnológica, que vem sendo desenvolvido, desde 2010, por uma parceria entre nove universidades brasileiras (UFBA, UFCA, PUC-SP, UDESC, UFTO, EACH-USP, UFRB, PUC-MG), articuladas no âmbito da Rede de Pesquisadores em Gestão Social (RGS), cujo objetivo é contribuir para a discussão, consolidação e expansão da gestão social e das suas propostas de formação, por meio de pesquisas de base e pesquisas aplicadas. Este projeto contou com o apoio da FAPESB e CNPq entre os anos 2011 e 2014.
O Observatório da Formação em Gestão Social, desenhado como uma tecnologia social, buscou e vem buscando oferecer um espaço dialógico e sincrônico (online) para discussão, sistematização, consolidação e expansão do campo da Gestão Social, a partir de três eixos de observação e análise: (1) Inovação, (2) Ensino- aprendizagem e (3) Avaliação. A estrutura em três eixos foi construída para acolher, acompanhar, ajudar a organizar e explorar as principais questões e temáticas que vêm estimulando pesquisadores e professores a atuar e contribuir criticamente para com a formação em gestão social, particularmente no eixo tecnológico de ensino.
Os projetos previstos em seu desenho inicial foram nove, distribuídos pelos três eixos, como apresentado a seguir:
Eixo Inovação
a) Mapeamento e classificação dos principais conceitos presentes no campo de Gestão Social
b) Mapeamento e classificação da oferta formativa em Gestão Social
c) Mapeamento e classificação da produção científica em Gestão Social
Eixo Ensino-Aprendizagem:
d) Mapeamento e classificação dos projetos pedagógicos dos cursos de GS
e) Mapeamento e classificação de metodologias de ensino próprias da formação em GS
f) Mapeamento e classificação dos planos de ensino de disciplinas intituladas (com) GS
Eixo Avaliação
g) Mapeamento do perfil dos alunos que ingressam os cursos de GS
h) Avaliação dos egressos dos cursos de pósgradução e graduação em GS
i) Metaavaliação do Observatório FGS
Com o andamento dos trabalhos, três destes projetos foram transformados, dando maior coerência ao conjunto:
O projeto:
(d) Mapeamaento e classificação dos projetos político-pedagógicos dos cursos de graduação e pós-graduação que oferecem regularmente formação em gestão social;
Foi transformado em:
(d) Mapeamento e classificação dos grupos de pesquisa CNPq que trabalham com o tema da gestão social nas Universidades parceiras dês projeto
Tal transformação foi motivada pela duplicidade percebida entre este projeto e o projeto (b) que, ao mapear a oferta de formação, já mapeia os projetos político-pedagógicos dos cursos de tais cursos, e por percebermos a necessidade de reunir em um único banco de dados todos os períodos que publicam a temática da gestão social.
(g) Construção do perfil dos alunos que ingressam nos cursos de graduação em gestão social;
(g) Mapeamento e classificação dos grupos de pesquisa CNPq que trabalham com o tema da gestão social nas Universidades parceiras dês projeto
Tal transformação foi motivada pela extrema dificuldade em conseguir mapear o perfil dos ingressos em diferentes instituições, pois as universidades não possuem bancos de dados acessíveis para este trabalho. No entanto, conseguimos preparar um excelente material coma avaliação de perfil dos alunos da graduação tecnológica em Gestão Pública e Gestão Social da Universidade Federal da Bahia. Entendemos ainda no processo que era muito mais viável e útil do ponto de vista da pesquisa e da sua difusão realizar o mapeamento a classificação dos grupos de pesquisa que estão produzindo em e sobre gestão social.
(h) Avaliação dos egressos dos cursos de graduação e pós-graduação inteiramente voltados à formação do gestor social;
(h) Desenho e implementação uma plataforma online para reunir os estudos e trabalhos publicados sobre avaliação de egressos dos cursos de graduação e pós-graduação inteiramente voltados à formação do gestor social;
Tal transformação foi motivada pela necessidade de acolher outras pesquisas que não somente a que havíamos produzido para responder ao objetivo inicialmente desenhado (já alcançado, portanto).
O Observatório FGS, agora implantado, constitui-se em um grande banco de dados de acesso livre, implementado no sistema web, em formato de portal ou grande site. O esforços, todavia, na criação de um bando de dados, com todas as suas múltiplas necessidades (infraestrutura de alocação e de programação, programação, design do site, desenho das estruturas de dados, definição das estruturas de modelagem, alimentação, validação), foram subdimensionados e, com o tempo, as equipes parceiras começaram a entender melhor o que tinham em mãos, seja no que concernia a complexidade do trabalho, seja em suas potencialidades e limites.
Cada um dos projetos implementados tiveram mais ou menos a seguinte sequência de atividades de pesquisa:
• O instrumento de pesquisa foi desenhado em formato de fluxograma
• O fluxograma era discutido com o implementado do banco de dados para ajustes
• O implementador do banco de dados implementava o fluxograma corrigido
• A equipe de pesquisadores e bolsistas testavam o uso do banco implementado na plataforma, alimentando as primeiras informações
• Ajustes eventuais eram feitos pelo implementador do banco de dados
• Os pesquisadores e bolsistas alimentavam o banco de dados
• A cada seis meses, novas rodadas de ajustes poderiam ser feitas
• Com isto, o design, parte final do projeto, era implementado
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